Futsal Feminino

Outubro 6, 2008

Seguindo a tendência dos últimos anos, a disputa do futsal feminino no Intereca prometia não ter nada de muito especial. Poucos times tinham se inscrito até a sexta feira anterior ao campeonato, e algumas estrelas afirmavam que não participariam devido ao cansaço, falta de motivação e jogos do JUP.

Porém, contrariando todas as expectativas ruins, o futsal feminino do Intereca surpreendeu até mesmo os marmanjos campeões de outros anos. Na hora da competição, seis times estavam presentes: o clássico Jornaleiras, campeão de duas edições; o R.P.F.C., misto de meninas de RP que incluía atletas da futxeca, o Tia Edit, também clássico time de editoração; o Peitudas, formado por mulheres com seios “avantajados” que compunham a gestão 18 da Atlética; o PaneLeka, formado por integrantes da gestão 19 da Atlética, e o Amarelinhas, versão feminina dos Amarelinhos montado no desespero às 21h30 de sexta-feira e composto basicamente por bixetes de RP.

O que parecia que ia ser uma competição tranqüila para as Jornaleiras e até mesmo para o R.P.F.C. começou mostrando que não seguiria nenhuma previsão. O time formado por bixetes surpreendeu, vencendo o inicialmente desfalcado Tia Edit, e depois goleando o Peitudas – que não possuía muitas esperanças de chegar à final.

Na outra chave, o PaneLeka também surpreendia, com um sistema defensivo invejável  e com sua goleira fazendo jus ao nome da equipe. Parando o ataque das Jornaleiras e chegando até mesmo a vencer o R.P.F.C., se classificaram como zebra do grupo, apesar de possuir apenas 5 jogadoras em quadra e nenhuma reserva.

As semifinais acenderam nos dois times novatos a esperança de chegar à final e conquistar o título inédito. Porém, nas semis, as Amarelinhas enfrentaram as Jornaleiras e, vencidas pela falta de experiência em quadra e falta de entrosamento, acabaram sendo desclassificadas por 4 a 0. Na outra chave, o PaneLeka abriu o placar, mas se rendeu ao cansaço, cedendo o empate no último minuto para o agora completo Tia Edit. A disputa nos pênaltis, como já era esperado, acabou sendo favorável para o time de editoração.

A final clássica ocorreu entre o Jornaleiras e o Tia Edit, mostrando que no fim o favoritismo e a tradição fazem, sim, a diferença. Em um jogo emocionante, as Jornaleiras pararam o Tia Edit novamente, e foram tricampeãs, colocando mais uma plaquinha com seu nome no troféu que já as conhece tão bem.

O inesperado Intereca provou que, apesar de toda a fama ruim, mãos na bola dentro da área, pênaltis perdidos e táticas definidas em cima da hora, o futsal feminino ecano está se tornando mais competitivo, surpreendente e de qualidade. E, acima de tudo, divertido. A futxeca que aguarde, porque a geração que está por vir vai fazer diferença.

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